Meditar para entender o mundo

 

A meditação é algo muito simples, mas que a gente teima em achar complicado. E que produz resultados fantásticos. Estudos mostram que a atividade diminui a produção de adrenalina e cortisol, hormônios que causam ansiedade, hiperatividade e stress, e aumenta a de endorfinas, relacionadas ao bem-estar. Também reduz os riscos de doenças do coração, alivia dores, reforça o sistema imunológico e melhora a capacidade de concentração.
Mas o que realmente fez de mim uma apaixonada pela meditação foi algo que nenhum estudo científico comprovou, mas eu garanto que acontece. Por limpar a mente do “barulho” externo, nos torna mais aptos para resolver conflitos pessoais, ter boas ideias e ser mais tolerante. Depois de um tempo de prática, as soluções para os problemas aparecem como num passe de mágica. E você se pergunta: “Como não pensei nisso antes?”

Se animou pra começar?
Existem muitos jeitos de meditar. A bússola que vai te guiar deve ser o seu próprio conforto. Eu, por exemplo, não curto meditação em grupo. Sou introvertida e prefiro fazer isso sozinha, em casa. Já meditei (discretamente) em pleno escritório, de salto, calça jeans e camisa, mas prefiro estar vestindo uma roupa confortável. Também sou friorenta, então preciso estar aquecida.
No dia a dia, costumo meditar à noite, naquele abençoado momento em que os filhos dormem, o trabalho está feito, o estômago cheio e tenho certeza que não serei interrompida. Mas às vezes sinto necessidade de me recolher internamente em plena luz do dia, na bagunça do home office. Dá para fazer, também, mas exige mais treino e a concentração será um pouco mais difícil (mas é um bom teste pessoal, hein?)

Duas “técnicas” simples

Coloquei entre aspas porque não sou nenhuma expert em meditação, apenas uma praticante. E vou falar aqui dos meus jeitos preferidos de meditar, que foram sendo moldados e adaptados por mim ao longo do tempo.

1) Olhe para o próprio umbigo
Sente-se em posição de lótus (ou meio-lótus), mãos sobre os joelhos com as palmas para cima. As costas não devem estar apoiadas em nada, mas a coluna deve estar retinha. Respire fundo e solte pelo nariz. Quando sentir que relaxou, “sinta” mentalmente o seu umbigo. Isso mesmo – fixe sua mente nele. Outros pensamentos virão. Deixe-os chegar e ir, e apenas retome o foco quantas vezes forem necessárias. Nesse primeiro momento, não se prenda a meditar por um determinado período de tempo – faça o quanto conseguir, e vá aumentando conforme for ganhando prática.

2) Caminhe
Eu amo caminhar para meditar. Essa ideia funciona especialmente para aqueles momentos de stress pontuais, quando acontece algo inesperado e difícil de resolver. É tão simples quanto sair andando. Escolha um caminho tranquilo e conhecido, e preste atenção apenas no seu corpo e no ritmo dos seus passos. Escolha um ponto distante para fixar o olhar ou olhe para baixo. Não esqueça de respirar. E então apenas caminhe até se sentir mais leve!

 

Esse texto foi publicado originalmente na Sublime Mag, uma publicação linda e exclusiva das assinantes da Ritual Box, caixa por assinatura com produtos de beleza naturais 

 

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