Seu desodorante protege você?

Como contei aqui, estou, aos poucos, fazendo a transição de produtos convencionais para os naturais. E uma das trocas que eu tenho achado mais desafiadora é o desodorante. Pra quem estiver curiosa, já adianto: ainda não achei um que eu considere perfeito. Testei dois naturais até agora: Alquimia por Paula Franco e Tisserand. Ambos são bons, têm cheirinho muito gostoso e funcionam. Mas verdade seja dita: lá pelo meio do dia, especialmente nos muito quentes, é necessário reaplicar. Para entender melhor sobre esse tipo de produto, conversei com o top {e querido} dermatologista Jardis Volpe, de São Paulo.

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A gente costuma ter tanto medo dos nossos odores naturais que até carregamos desodorante na bolsa sempre

Bom, ele me falou que, em termos de formulação, o grande X da questão em relação aos desodorantes comuns é o alumínio. “Ele é capaz de segurar a eliminação do suor de dentro das glândulas sudoríparas e com isso evita a hiperidrose e o mau cheiro também, uma vez que, com menos suor, existe menor colonização de bactérias que degradam esse suor”, explicou. Mas existem estudos que correlacionam o aumento do consumo de alumínio – seja na água, seja por absorção na pele – com quadros demenciais como o mal de Alzheimer. “Um estudo conduzido em 1989 já mostrava que essa doença era até 5 vezes mais comum em regiões da Inglaterra onde esse mineral era encontrado em altas doses na água”, disse. “Há quem condene o uso de desodorante com alumínio porque, a longo prazo, seu uso na pele faz aumentar os níveis corporais e esse mineral se depositaria nos neurônios. Esse efeito ainda não foi completamente elucidado, mas existem trabalhos apontando essa tendência.”

Isso, claro, sem contar os parabenos e o triclosan, também comuns em desodorantes – este último, um agente antibacteriano que muitos estudos relacionam ao aparecimento de várias doenças, entre elas o câncer.

Depois de usar os dois desodorantes naturais que citei acima, minha conclusão foi a de que os naturais não “protegem” por tanto tempo quanto um que contenha alumínio. E então, pensando nisso, me dei conta do seguinte: como assim “proteger” (como falam nas campanhas publicitárias desse tipo de produto)? Quer dizer então que eles me “protegem” dos meus odores naturais, mas em troca me expõem ao perigo de doenças? É uma questão de escolha pessoal, e eu escolhi: não, obrigada!

E você, já achou seu desodorante perfeito? Se quiser me ajudar nessa busca, deixa seu comentário aqui 🙂

 

 

4 Comments on Seu desodorante protege você?

  1. Bel
    19 de novembro de 2015 at 13:55 (2 anos ago)

    Oi Carol, tb me decidi pelos desodorantes naturais- uso o Citrus, da Weleda, e percebi que ele tb tem essa característica que vc menciona- nao impede a transpiração, e, dependendo do calor, precisa ser reaplicado. Mas gosto do cheiro dele e creio que, depois do cancer de mama, nao posso facilitar…

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    • carol
      19 de novembro de 2015 at 16:48 (2 anos ago)

      Bel, exato. Melhor ter de reaplicar do que colocar a saúde em risco. Esses dois naturais que eu citei no texto também cheiram maravilhosamente bem! Obrigada por me visitar aqui. Espero que esteja bem agora 🙂

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  2. Mariá
    4 de outubro de 2016 at 13:51 (1 ano ago)

    Carol, nem sei se é o ideal, mas uso os talquinhos da Granado, eles seguram bem, aguentam o dia todo sem cheirar. O único defeito para mim é que resseca as axilas…

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    • carol
      25 de outubro de 2016 at 16:06 (1 ano ago)

      E se você misturar com o óleo de coco? Não sei qual a composição dos talcos, mas pode ser uma ótima. Beijos e obrigada pela visita <3

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