Vale testar: argila branca

Todo mês, um ingrediente que você pode incorporar à sua rotina de beleza e bem-estar. Tudo muito bem explicadinho, pra incentivar quem quer mudar e experimentar, mas também evitar perder tempo (e dinheiro) com o que não precisa.

 

Por Carol Salles

 

 

O que é?
A argila branca, ou caulinita, é um pó bem fininho e de textura delicada. É formada principalmente por sílica e alumina, sendo que o primeiro é o que dá à esse tipo de argila suas principais características. Trata-se de um mineral com papel importante na formação do colágeno e da elastina, duas estruturas que dão sustentação à pele.

Porquê?
Argilas em geral têm um poder incrível de limpar a pele profundamente. E também, por serem ricas em minerais — afinal, são retiradas da terra — nutrem a pele. A branca pode ser vista como uma espécie de “porta de entrada” para quem não está acostumada a usar argilas. É que ela é a mais suave de todas, além de ser encontrada facilmente, a preços acessíveis. Se for bem armazenada — isto é, em local seco e arejado — dura muito tempo.

Para que serve?
Além de limpar e nutrir, a argila branca melhora a elasticidade, a circulação sanguínea, a hidratação e oxigenação da pele. Embora a argila verde seja a mais conhecida para combater acne, a branca também pode ser usada para esse fim, com uma vantagem: é mais gentil na ação secativa do que a verde. Também é ótima para esfoliações faciais. Muita gente indica e usa a argila branca no couro cabeludo, contra queda. Mas não existe comprovação científica.

É comprovado que esse tipo de argila surte bons efeitos em suavizar rugas e linhas de expressão. Casos de manchas na pele provocadas pelo sol também são tratados com essa argila. Ela ajuda a reduzir a atividade celular responsável pela pigmentação da pele.

Como usar?
Prepare apenas a quantidade que vai usar. Separe cerca de 1 a 2 colheres de sopa do pó em um recipiente de vidro, porcelana ou barro (metal e plástico não são indicados). Hidrate o pó com algum líquido, que pode ser água mineral, água termal ou um chá de ervas, por exemplo. A quantidade de líquido varia de argila para argila. Por isso, o melhor jeito é mesmo ir despejando aos pouquinhos e misturando, até chegar na consistência ideal, que é a de um mingau mole. Daí, é só aplicar sobre a pele, de preferência com um pincel de maquiagem (de base ou do tipo vassourinha). Ele deve estar limpo e ser usado apenas para isso, ok? Lembre-se de que argila ativa é argila úmida, ou seja, não espere secar no rosto. A branca, em especial, é tão fina que seca rápido. Por isso, faça uma camada generosa, de 0,5 a 0,7 cm de espessura e deixe entre 5 e 10 minutos. Retire com água e gaze ou uma toalha limpa, e use um hidratante em seguida. A máscara de argila branca pode ser feita 2 ou 3 vezes por semana.

 

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 foto: Instagram @mirandakerr

É bom saber:

  • A argila branca pode ser misturada a outros tipos de argila, como a vermelha ou a verde, para suavizar seus efeitos, principalmente nas primeiras aplicações.
  • Toda argila se torna mais energizada — portanto, mais potente — quando exposta ao sol alguns minutos por dia.
  • Quem usa ácidos ou medicamentos tópicos para a pele não deve aplicar argila sobre a área. Quem fez peeling deve esperar no mínimo 30 dias.
  • Não custa lembrar que a máscara só deve ser aplicada sobre o rosto limpo, sem maquiagem, protetor ou outros cosméticos.
  • Se, depois da aplicação, a pele ficar avermelhada ou coçar é porque a máscara ficou tempo demais sobre o rosto.
  • É normal o aparecimento de espinhas pequenas, e em pouca quantidade, depois do uso da máscara. É o processo natural de desintoxicação da pele.
  • Antes de comprar sua argila, veja se na embalagem consta o nome e um número de registro de um técnico responsável ou um registro na Anvisa. Essas informações ajudam a garantir que o material é de boa procedência.
  • Phytoterápica, Panizza, WNF e Elemento Mineral são boas marcas para quem quer a argila pura. Outras, como a Quintal – Terra de Cores, têm máscaras prontas à base de argila branca.


Fonte: Graciela Mendonça da Silva de Medeiros, professora de Geoterapia, pesquisadora e orientadora de estudos científicos na UniSul, em Santa Catarina. Também é autora do livro O Poder da Argila Medicinal (ed. Nova Letra), que eu recomendo para quem quer estudar argilas a fundo.

 

 

 

 

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